Do UOL
Seis pessoas foram hospitalizadas na tarde de ontem (26) após um vazamento de amônia em um frigorífico da JBS na cidade de Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Dependendo do tempo e o nível de exposição à amônia, a vítima pode ter dificuldades respiratórias, queimadura da mucosa nasal, faringe e laringe, dor no peito e até edema pulmonar.
A informação foi confirmada ao UOL pela JBS e pelo Hospital Elmíria Silvério Barbosa, para onde dois funcionários foram levados. Os outros quatro trabalhadores receberam atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade.
De acordo com os relatos, o vazamento começou por volta 17h30, durante o intervalo de refeição do 2º turno. Ao voltarem ao trabalho, meia hora depois, os funcionários sentiram o forte odor, obrigando o frigorífico a evacuar o prédio e dispensar os funcionários.
Seis deles, no entanto, precisaram de socorro médico. O hospital não revelou o estado de saúde dos funcionários, enquanto a JBS afirma que os seis trabalhadores passam bem.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o vazamento já havia sido controlado pela própria empresa quando eles chegaram para atender a ocorrência. Para impedir o vazamento do gás por uma rachadura na tubulação, os técnicos da JBS fecharam a válvula de controle da pressão e condução do gás.
De acordo com reportagem do Região News, o vazamento paralisou por dez horas a produção de frango, afetando 630 trabalhadores por turno. Apesar de resolvido o problema, os funcionários só voltaram ao trabalho às 5 horas de hoje.
Não é a primeira vez
Em junho do ano passado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu uma investigação para apurar a conduta da JBS em um incidente com vazamento de gás tóxico nas dependências de um frigorífico em Pimenta Bueno, Rondônia.
O incidente teria envolvido um "rompimento da canalização de uma das câmaras de refrigeração" do frigorífico, "acarretando no vazamento de gás amônia, atingindo as carcaças de carne acondicionadas no local".
Procurada na ocasião, a JBS afirmou em nota que não houve comercialização de produtos contaminados e reiterou compromisso com segurança e qualidade.
"A companhia esclarece que o lote não foi comercializado, ou seja, não foi destinado ao consumo humano. A JBS está prestando todas as informações às autoridades", disse a empresa na época.